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quarta-feira, 26 de maio de 2010

COLARES DE PORTUGAL II

Selo portugues alusivo ao poeta e escrito Luis Vaz de Camões

“PARAÍSO NA TERRA

Terra de extraordinária beleza, apreciada e cantada por grandes poetas a freguesia de Colares é uma jóia de que todos nos orgulhamos e que temos de saber preservar e valorizar.

Terra de palacetes e quintas erigidas por uma aristocracia que procurou recriar um “ambiente de sonho”, ajudada pelas potencialidades multiformes da paisagem, Colares ganhou, ao longo dos séculos, dimensão de um paraíso perdido ou de uma ilha dos amores para uma serenidade de amar.

Em Colares, a freguesia mais ocidental do continente europeu, sente-se ainda hoje, o tempo e uma coerência formal entre o patrimônio edificado e a paisagem cultural única no âmbito do espaço nacional e europeu.

Aliás, esta coerência formal sente-se muito para além da malha urbana da vila, pois, em Colares, o diálogo entre o homem e a natureza é uma constante.

Por causa da sua beleza natural e magia do seu patrimônio edificado, Colares desempenhou, desde os finais do século passado, um papel pioneiro no desenvolvimento turístico de Portugal, tendo-se transformado num dos destinos mais procurados no nosso País.

É com o intuito de apresentar aos visitantes as várias opções turísticas desta freguesia do concelho de Sintra que se elaborou o presente site onde se pretende mostrar, de uma forma sucinta, os pontos turísticos históricos mais importantes da região.


O Presidente

Alfredo Soares”

Neste início de milênio, Colares de Portugal a população residente em Colares é 7.472 indivíduos, sendo 3.577 homens e 3895 mulheres.



Colares
Região foi demarcada em 1908, e rege-se actualmente pelo Decreto-Lei nº. 246/94 de 24 de Setembro.
Situação Geográfica
O cultivo da vinha nesta região é muito antigo, pois em 1255, aquando da concessão do Foral à vila de Colares, já é mencionado neste documento a existência de vinho nesta região. Porém, é com a chegada da terrível doença “Filoxera”, em 1864, que os vinhos de Colares atingem maior fama, pois esta doença que dizimou praticamente toda a vinha na Europa não atacou a vinha de Colares, aqui plantada em chão de areia. Esta região abrange as freguesias de Colares, S. João das Lampas e S. Martinho.
Solos / Vinhedos
Os solos da região encontram-se classificados em dois tipos:
Chão rijo: solos calcários pardos de margas ou materiais afins.
Chão de areia: Regossolos pramitias de areias assentes sobre materiais consolidados.

Castas
Chão Rijo:: Brancas: Malvasia.
Tintas: João Santarém,
Chão de areia:: Brancas: Malvasia
Tintas: Ramisco

Vinhos

Tipos de Vinho Título Alcoométrico Mínimo Branco 10,0% vol. Tinto 10,0% vol.
Estágio Mínimo Obrigatório
Branco :6 meses antes do engarrafamento + 3 em garrafa.
Tinto :18 meses antes do engarrafamento + 6 em garrafa.
Características Organolépticas
Vinhos Brancos: ricos em cloretos, de cor palha, acídulos e macios com aroma muito característico.
Vinhos Tintos: Ricos em cloretos, taninosos, ásperos quando jovens, tornando-se equilibrados e aveludados quando devidamente envelhecidos, desenvolvendo um agradável bouquet.
Ligação Bebidas / Iguarias
Brancos: Ligam bem com peixes e mariscos, Ex.: robalo no forno, sargo grelhado, santola recheada, sapateira e acepipes variados.
Temperatura aconselhável para bebê-los : 12ºC
Tintos : Estes vinhos ligam bem com carnes vermelhas não condimentadas ou de confecção rica. Ex.: filet mignon, carnes de porco grelhadas e criação.
Temperatura aconselhável para bebê-los : 18ºC

COLARES DE PORTUGAL

Brasão da Vila de Colares em Portugal, hoje, Freguesia de Colares.

A história de Colares de Portugal é contada desta forma por seus habitantes:

‘Colares
Notará o visitante, quando chegar a Colares, que aquilo é vila antiga. E com razão, pois por ali andaram os romanos, os mouros fizeram dela povoação importante, e os cristãos sempre lhe dedicaram um carinho muito especial. Em 1255, D. Afonso III deu-lhe foral; foi posse do Condestável D. Nuno Álvares Pereira e novo foral lhe atribuiu D. Manuel I em 1516. Foi sede de concelho até 1855.
Como dizia Beckford, a terra de Colares, com os seus vales e colinas, a sua várzea, eram para ele «uma origem de perpéctuo encantamento». De facto, verá quem por ali passar um pedaço do paraíso terreal, um canto sublime deste mundo onde habitamos. Há-de o visitante interessar-se pela Igreja de Nossa Senhora da Assunção; a histórica Quinta Mazziotti; o velho Pelourinho e o casario amontuado e denso, denotando ainda uma malha medieval.

“A VILLA DE COLLARES

Nas faldas da serra de Cintra, uma legua ao oeste da villa d’este nome, está sentada a villa de Collares à sombra de frondosos arvoredos. Pela encosta da serra sobranceira à povoação vão subindo algumas casas, quintas, e mattas de castanheiros. Inferior à villa estende-se um fertil valle, denominado Varzea, todo coberto de pomares, e cortado pelo rio das Maças, que vae desaguar no oceano d’ahi uma legua. É pois sobremodo amena e deliciosa a situação de Collares.
Quanto à sua origem pouco se sabe, só sim que é muito antiga, e que já existia no tempo dos romanos, porque d’isto dão testemunho muitas medalhas e inscrições romanas, que ali têm sido encontradas.
Tambem não consta o que passou sob as diversas dominações, a que esteve subjeita a Lusitania depois da queda do imperio romano. Provavelmente viu-se livre do jugo sarraceno ao mesmo tempo que a sua visinha Cintra, que foi resgatada por D. Affonso Henriques.
El rei D. Diniz deu foral a esta villa em Maio de 1255. D. João I fez doação d’ella ao condestavel D. Nuno Alvares Pereira em Agosto de 1385. Depois, passando successivamente a differentes netos d’este heroi, veio a pertencer à infanta D. Beatriz, mãe d’el-rei D. Manuel, pela morte da qual entrou Collares outra vez no dominio da coroa. Este ultimo monarca deu-lhe então novo foral em Novembro de 1516, augmentando-lhe muito os antigos privilegios.
Sobre a etymologia do nome de Collares, parece melhor opinião a que o deriva dos dois collos ou collinas, sobranceiros à Várzea, em que a villa está edificada.
Collares teve tambem o seu antigo castello, e tão antigo que nada se sabe ao certo relativamente à sua fundação. No reinado d’el-rei D. Sebastião, e ja anteriormente, o senado da camara servia-se d’elle para diversos usos do ministerio publico. Porém no tempo dos Filippes de Castella, querendo D. Diniz de Mello e Castro, que foi bispo de Leiria, de Vizeu, e da Guarda, estabelecer n’esta villa a sua residencia, pediu e alcançou a posse do castello, que logo transformou em um palacio, juntando-lhe uma bella quinta, actualmente pertencentes a seus herdeiros.
D’esta fortaleza provavelmente procedem as armas da villa, que são um castello entre arvores.
Tem Collares uma só parochia dedicada a Nossa Senhora da Assumpção. A casa da misericordia foi fundada por D. Diniz de Mello e Castro.
Nas proximidades da villa, em logar plano, mas um pouco mais alto, está o edificio do extincto convento de Sant’Anna, que pertenceu aos religiosos carmelitas. Deu principio a esta fundação frei Constantino Pereira, que morreu em 1465, e era sobrinho do condestavel D. Nuno Pereira. Na capella-mór da egreja está sepultado o seu padroeiro, o bispo D. Diniz, e n’outras sepulturas, em um carneiro, e em dois tumulos de marmore, varias pessoas da sua familia, entre as quaes se contam Antonio de Mello e Castro, e seu filho Caetano de Mello e Castro, ambos vice-reis do estado da India.
Não muito distante de Collares, junto ao oceano, ergue-se a ermida da Peninha sobre um elevado rochedo. Diz a lenda, que, no tempo de D. João III, andando um rapariga muda a pastorear n’esta serra varias ovelhinhas, lhe fugira uma, e depois de procurar, e apparecendo-lhe então ahi Nossa Senhora lhe deu falla. A narração do caso attrahiu logo áquelle sitio todos os povos das visinhanças. Descobriu-se entre as fendas da rocha uma imagem da Virgem, feita de pedra, que immediatamente foi transportada para uma antiga ermida de S. Saturnino, perto d’ahi. Desapparecendo, porém, a imagem por tres vezes, e indo-se sempre achar na mesma penedia, sobre esta se lhe construiu ao principio uma pobre ermida, que no anno de 1673 foi desfeita, e em seu logar edificou a actual Pedro da Conceição, gastando n’ella uma boa herança, que recebera, e fazendo-se ermitão de Nossa Senhora. É o templo pequeno e de humilde apparencia no exterior, porém interiormente é rico de mateiriaes e d’arte, pois que todas as paredes e o altar-mór são de marmores de côres em obra de mosaico. Os marmores foram tirados da mesma serra, a pouca distancia da ermida. Este santuario é ainda hoje de bastante devoção, e concorrencia, porém outr’ora affluia ali muito maior numeros de fieis, e era visitado de muitos cirios e romagens.
Pouco adiante de Collares fica o logar de Almocegeme, e perto d’ahi duas curiosidades naturaes dignas de se ver: a Pedra d’Alvidrar sobre o oceano, e o Fojo mais no interior.
A villa de Collares é cercada de muitas e formosas quintas, das quaes só especialisaremos a de rio de Milho por encerrar a mais gigantesca e vicosa camelia, que ha em toda a Estremadura.
O sitio chamada a Varzea é dos mais lindos e amenos dos arrebaldes da villa. As aguas do rio das Maças, represadas ahi em uma ponte de pedra, deixam gosar o prazer de navegar-se em um pequeno barco, que ali há para esse fim, pelo rio acima até certa distancia, sempre entre pomares, e debaixo do copado arvoredo.
A uma legua da villa está a praia das Maçãs sobre o oceano, onde termina o rio d’este nome, e o valle de Collares. Vão ali muitas famílias tomas banhos do mar na estação propria.
O termo de Collares produz grande abundancia de excellentes frutas, que abastecem a capital, e se exportam para Inglaterra, e de vinhos, que são estimados, e se assimelham aos de Bordeus. (Extrato do Livro “As Villas De Cintra”.)
JUNTA DA FREGUESIA DE COLARES – PORTUGAL
Av.ª dos Bombeiros Voluntários, 77 – Várzea de Colares
2710 Colares
Tel. (01) 929-0788 – Fax (01) 928-3453 “.