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segunda-feira, 12 de julho de 2010

FÉRIAS EM COLARES


Neste final de semana estivemos acompanhando visitantes à Ilha de Colares. Tivemos a alegria de compartilhar momentos prazerosos com as crianças KAUÊ (que hoje aniversaria com seus dois aninhos) e APOLO (que ontem completou quatro meses), ambos filhos de DEMIAM e GISELA. As crianças são netas de ROSEANE NEVES GIL, a conhecida "Tia Rose" carismática personagem que conviveu na Ilha por mais de 20 (vinte) anos e que muito colaborou com a fraternidade e a PAZ em Colares. A ida das crianças, suas netas, e o Re-encontro desta linhagem nos igarapés e matas de Colares, sinalizam o alvoreçer de novos tempos e novos dias felizes para a encantada Ilha.

sábado, 26 de junho de 2010

O NAUFRÁGIO DO Pe. LUÍS FIGUEIRA E O RESGATE A PARTIR DE COLARES

Os jesuítas portugueses foram os primeiros a comercializar livros no Brasil, entre os séculos XVII e XVIII. Eram apenas obras piedosas, vendidas no colégio da ordem, no Rio de Janeiro - qualquer outro título tinha de ser encomendado em Portugal.

O Padre Luís Figueira foi o 1º sacerdote jesuíta a chegar ao Pará. No ano de 1636, em Companhia do Governador Francisco Coelho Carvalho, visitou as tribos indígenas no Xingu, navegando pelo Rio Amazonas, Tocantins e Pacajás visando implantar aldeias missionárias, idéia por ele propagada na Europa, quando para lá regressou buscando apoio para implantar na Amazônia as missões da Companhia de Jesus. Foi autor de “Memorial sôbre as terras e gentes do Maranhão e Grão-Pará, e Rio das Amazonas” e “Relaçam de alguas cousas tocantes ao Maranhão e Grão-Pará”.

O Pe. JOSÉ DE MORAIS, em sua já referida obra, «História da Companhia de Jesus na Extinta Província do Maranhão e Pará», escrita em 1759, informa que a embarcação era ocupada por 173 pessoas (sendo 15 missionários), das quais apenas 42 sobreviveram (sendo 3 missionários). Ao relatar o trágico naufrágio e o sacrifício dos missionários assim assevera utilizando-se em parte, de informações escritas pelo Pe. Antonio Vieira - que chegou a pensar que os missionários haviam sido mortos por nativos de Colares, o que adiante descobriu não ser verdadeiro.

O avanço das pesquisas antropológicas, demonstrou ainda, ser improvável que os Aruãs tivessem morto os missionários. Os aruãs não eram antropófagos apesar de serem reconhecidos por sua rebeldia e destemor. O já referido escritor paraense JOSÉ VARELLA PEREIRA atribui aos índios Joã (e não dos Aruã) a antropogafia realizada, sendo possível que a autoria atribuída aos Aruãs tenha partido dos seus inimigos Tupinambás, aliados dos portugueses. (conf. ob. cit. pág 23-24).

Os Aruãs sofreram, assim, injustificadamente o ataque de tropas militares portuguesas, enviadas a partir de Belém com destino ao Marajó, com finalidade alegada de castigar os índios e vingar o missionário.


MAIS INFORMAÇÕES: http://www.fcsh.unl.pt/cham/eve//content.php?idConceito=115&type=concept

VIVA O MARAJOARA DALCÍDIO JURANDIR

Por *José Roberto
Hoje 16 de junho, 31 anos que meu pai Dalcídio Jurandir, desapareceu do nosso convívio. Josué Montello, publicou uma crônica no dia 26/6/79-Jornal do Brasil, dedicado a ele. Repasso: "O romancista Dalcídio Jurandir, que há poucos dias desapareceu em silêncio, com a simplicidade e a discrição de seu feitio, faz parte agora do meu patrimônio de saudades. Amalgamada às boas recordações de minha vida, a sua lembrança perdurará comigo.... Há amizades que não reclamam a frequência do convívio. Nem sequer necessitam da breve palavra ao telefone. Os encontros espaçados, sem qualquer premeditação, bastam a entretê-las. A afinidade perdura em cada um dos amigos. Não está à vista, com as exterioridades efusivas, mas subjacente, quase escondida. É silenciosa e firme."

Embora fosse diferente a nossa concepção do mundo e da vida, pude entender-me perfeitamente com Dalcídio, e a virtude era dele: sabia ser extremamente polido, com um requinte de educação que me impressionou. O caboclo magro criado na Ilha do Marajó em contacto com a vida primitiva, nascera exemplarmente civilizado".

Considero esta crônica, uma das mais importantes, devido ao afeto demonstrado, através de suas palavras. Por coincidência, estarei num evento, hoje, na União Brasileira de Escritores-UBE-RJ, em homenagem a Josué Montello. Abraços *José Roberto é filho de Dalcídio Jurandir. Para conhecer a vida e obra do grande escritor, clique aqui.

Fonte: As falas da Pólis

sexta-feira, 11 de junho de 2010

CARTA DO I ENCONTRO NACIONAL DE TURISMO EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS



Encerramento do encontro
junho 10th, 2010
“Eu falei: não desespera meu povo, que a vitória vai chegar, vai chegar… eu falei…”
Com esse versos, D. Nielza, da comunidade da Filipa, no Maranhão, vai encerrando o I Encontro Nacional de Turismo em Comunidades Quilombolas.
A certeza de dever cumprido, todos os participantes voltam para suas comunidades com a certeza de que o primeiro passo foi dado.

Carta do I Encontro Nacional de Turismo em Comunidades Quilombolas
(11/06/2010 - 12:11)
O I Encontro Nacional de Turismo em Comunidades Quilombolas, realizado de 7 a 9 de junho, em Registro/SP, teve como resultado dos Grupos de Trabalho a Carta do I Encontro Nacional de Turismo em Comunidades Quilombolas, que norteará as ações do governo federal e das próprias comunidades para o desenvolvimento do turismo sustentável. Veja o documento a seguir:

Carta do I Encontro Nacional de Turismo em
Comunidades Quilombolas
Registro - São Paulo
7 a 10 de junho de 2010
Considerando:
- que as comunidades quilombolas no Brasil se localizam historicamente em áreas com importantes recursos naturais, e têm se tornado exemplos de sustentabilidade ambiental e de resgate cultural e, por isso mesmo, com alto potencial turístico;
- que esse potencial pode se transformar em uma alternativa de desenvolvimento para as comunidades, com preservação do meio ambiente e de sua cultura, aliado à geração de renda;
- que, esse potencial tem de ser desenvolvido levando em conta o reconhecimento, a valorização, o protagonismo e o fortalecimento da cultura quilombola e de seus produtos específicos para preservar e conservar seu patrimônio de forma sustentável;
- que, no entanto, é preciso formular políticas públicas voltadas ao fomento dessas atividades;
Comunidades quilombolas de vários estados brasileiros, representadas por suas lideranças, representantes do poder público, sociedade civil organizada, pesquisadores, universidades e operadores de turismo, entre outros atores, reunidos no I Encontro Nacional de Turismo em Comunidades quilombolas, realizado entre 7 e 10 de junho de 2010, na cidade de Registro, no Vale do Ribeira (SP), trocaram experiências e debateram propostas para desenvolver o turismo sustentável em suas comunidades, a saber:
1- Apoio para a estruturação de uma rede de comunidades quilombolas para troca de experiências;
2- Que a Seppir articule parcerias entre diversos órgãos governamentais para suprir as comunidades quilombolas de serviços de infraestrutura como água, saneamento, luz, acesso, comunicação em geral, posto de saúde, escolas, entre outros, considerando idosos e portadores de necessidades especiais, além de melhoria nas moradias.
3- Apoio para estabelecer um selo próprio, uma certificação de turismo quilombola para as comunidades, com produtos e serviços, incluindo também um processo de capacitação nos quilombos para receber turistas brasileiros e estrangeiros (já pensando na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016).
4- Desenvolver um programa de divulgação do turismo das comunidades quilombolas, respeitando suas especificidades e contemplando: divulgação dos pacotes turísticos em diferentes instâncias governamentais e em faculdades de turismo realizando palestras. E participar de feiras nacionais e de eventos de turismo como o Salão do Turismo.
5- Estabelecer um programa de capacitação de lideranças quilombolas para que possam assumir cargos de gestão em diversas instâncias de governo ? municipal, estadual, federal.
6- Garantir a manutenção do decreto 4887, de novembro de 2003, que regulamenta as terras quilombolas e que está ameaçado por uma ação de inconstitucionalidade do DEM e que o STF promova audiências públicas com os interessados.
7- Que o processo de reconhecimento, demarcação e titulação das terras quilombolas seja mais rápido e prioritário para o governo federal.
8- Estabelecer um programa de apoio à comercialização de produtos e serviços oferecidos pelas comunidades quilombolas priorizando o mercado local e regional.
9- Estabelecer um programa de apoio voltado à diversificação de atividades produtivas nas comunidades quilombolas.
10- Estabelecer um programa que avance na implementação da legislação educacional que se refere às nossas comunidades quilombolas e que divulgue suas potencialidades turísticas.
11- Criar agências quilombolas de turismo evitando intermediários.
Diante disso, estes atores solicitam o apoio de todo o povo brasileiro e a ação integrada de vários setores do governo no sentido de promover políticas e prover recursos técnicos e financeiros de forma a viabilizar as atividades aqui propostas para o desenvolvimento sustentável das comunidades quilombolas, assegurando ainda e acima de tudo, seu direito à terra, conforme estabelece a Constituição de 1988 nos Atos de Disposição Constitucional Transitória (ADCT), que o Decreto 4887 regulamenta e, que, agora, se vê ameaçado por uma ação direta de inconstitucionalidade a ser julgada pelo STF em breve.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

JULGAMENTO STF

STF vai julgar ação contra quilombolas sem realizar audiência pública
HOME PAGE AGÊNCIA BRASIL, 07.06.2010
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Às vésperas do julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (Adin)questionando o decreto que estabelece procedimentos para titulação de terras quilombolas, representantes das Nações Unidas (ONU), da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e dos remanescentes de quilombos reforçam pedidos para a realização de audiências públicas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, vota a questão este mês.
Criado para regulamentar o Artigo 68 da Constituição, que garante aos quilombolas a regularização de uma ocupação territorial histórica, o Decreto nº 4887 é contestado pelo Democratas (DEM), que também é contra as cotas raciais. O partido questiona o critério de autodeclaração para identificar os remanescentes e quer que a regulamentação do artigo passe pelo Congresso Nacional. Desde 2004, quando o DEM levou a questão ao Supremo, foram enviados à Corte mais de 20 pedidos de audiência pública por associações de produtores rurais, ativistas de direitos humanos e universidades. Até agora, no entanto, não foi realizada nenhuma reunião pública, como ocorreu para discutir ações afirmativas, células-tronco e anencefalia. A relatora especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada, Raquel Rolnik, afirma que as audiências são um espaço para que todos os envolvidos na questão apresentem seus argumentos, inclusive as consequências da derrubada do decreto. "Essas comunidades estão extremamente vulneráveis a despejos forçados, sobretudo por proprietários de terras, empresas de mineração e por grandes projetos de infraestrutura. Sem o reconhecimento do Estado, podem ser expulsas de suas terras sem nenhuma compensação, piorando suas condições de vida", alerta. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), responsável por titular a área ocupada pelos remanescentes, avalia que sem o decreto, os 60 títulos (coletivos e inalienáveis, expedidos em nome de uma comunidade - conforme determina o documento) emitidos desde 2003 podem cair, prejudicando cerca de 80 famílias e deixando o processo de regularização de cerca de 15 mil famílias sem regras de aplicação. "Com a derrubada do decreto, toda essa sistemática de estudos de identificação, delimitação, demarcação, indenização e titulação - um processo lento - deixa de existir. Há uma perda para as comunidades e para o Estado, que está adaptando suas instituições a essa realidade", explicou o coordenador do Grupo de Trabalho de Quilombos da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Ricardo Cid. O Incra também lembra que o documento é o principal instrumento de defesa do governo na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, onde tramita ação por violação de direitos dos quilombolas. Sem o decreto, a avaliação é de que o Brasil pode ter a situação comprometida. "Não reivindicamos qualquer terra. Queremos o nosso território que a nossa ancestralidade garantiu com luta, um espaço de resistência, de reprodução cultural, social e econômica. É um lugar sem o qual a comunidade quilombola não existe", completou o representante da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Ronaldo Santos. Procurado, o advogado do partido Democratas não retornou as ligações da Agência Brasil.

Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.

terça-feira, 8 de junho de 2010

CONTRIBUIÇÃO AO TURISMO ETNICO (QUILOMBOLA)


Como parte do esforço de fortalecimento das relações entre as cidades homônimas a AAICO firmou contato com a cidade irmã de Colares do Brasil e recebeu a visita da Comitiva de Colares de Portugal. Ttambém já fez contato com Benguela no continente africano, de onde vieram os escravos para servir os Barões que habitavam em Colares no século XVIII. Ressalta-se que o presidente honorário da AAICO, Sr. Manoel Lourenço, também é afro-descendente. Notícia formidável é que à convite da AAICO, no dia 04 de setembro de 2008, o Ministro de Estado, Chefe da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial Sr. Edson Santos, pousará de helicóptero no Quilombo do Cacau em Colares, onde tomará café da manhã e receberá das mãos do bisneto da escrava Ângela, Sr. Avelino de Almeida, propostas para o desenvolvimento sustentável no Quilombo do Cacau.

As propostas apresentadas
Turismo indica movimento de pessoas que não estão a trabalho em contextos diferentes do de origem, seja este o lar, a cidade ou o país. Trata-se, geralmente, de visitação a lugares onde poderão ser desempenhadas as mais variadas formas de atividades práticas e/ou subjetivas desde que não o trabalho. A amplitude do termo parece caber desde ao olhar visitante a um monumento na própria cidade de origem até ao passeio em lugares totalmente desconhecidos de outros países.
Sobre turismo de fim de semana em aldeias e Comunidades Quilombolas –, prevê-se a geração fabulosa de renda e emprego também gerando interações sociais entre turistas e hospedeiros. A pesquisa antropológica em geral, tanto urbana quanto rural ou de grupos étnicos é uma fonte formidável de tratamento do Turismo Étnico.
Assim, se turismo é um fenômeno muito complexo, não só por se apresentar quantitativamente com uma das maiores (se não a maior) indústrias do mundo, mas principalmente por uma enorme diversidade de objetivos programáticos.
Dentro de toda essa complexidade do fenômeno, gostaria de destacar um paradoxo quanto à busca do objeto turístico pelos turistas. Hoje, já se inicia o turismo espacial, há uma procura cada vez maior por sociedades extra-terrestres. Isto é um paradoxo, porque se construiu num como foco da visitação turística e procura pelo diferente, pelo exótico, pelo outro .
Essa não é a mesma perspectiva que se insinuava no início da antropologia do turismo, mas a idéia é sensacional, quando dentro deste contexto, têm-se literalmente subsídios capazes de atrair o turista pacial.
A chegada das naves extra terrestres que emitiam raios, capazes de atingir os nativos da Ilha de Colares, deixou o legado de trabalharmos na hipótese de desenvolvermos o turismo ufológico, dando sustentabilidade ao turismo, passando a condição de chamariz turístico, e assim também participando da perspectiva do desenvolvimento local do turismo. Se o exótico, o outro, é procurado em lugares distintos do de origem do visitante, os habitantes desses lugares, de acordo com a perspectiva turística, devem se promover como esse exótico, a fim de ser atrativo no mercado turístico.
Etnicidade e turismo
Etnicidades são fenômenos sociais que refletem as tendências positivas de identificação e inclusão de certos indivíduos em um grupo étnico. A distintividade dessa identidade, para caracterizar um grupo étnico, deve se remeter a noções de origem, história, cultura e, até, raça comuns.
Turismo étnico
Quando o "exotismo étnico”” é buscado, então uma forma distinta de turismo pode ser identificada – turismo étnico. No turismo étnico, o nativo não está simplesmente lá para servir as necessidades do turista; ele está ele mesmo em exposição, um espetáculo vivo a ser escrutado, fotografado. A questão da autenticidade deve ser reforçada no turismo étnico O turista quer ver "nativos intactos". Assim, a procura turística por autenticidade estaria diretamente relacionada a etnicidade.
Sirva-se do Passado e do Presente
O Turismo étnico vem para valorizar a vida nativa. Pois contemporaneamente, pretende-se não estimular a alteração do meio e fim da base do turismo étnico. Não há turistificação, e sim a natividade turística. Pode-se denominar também Turismo de Raiz.
Índios e Negros, integram um grande potencial turístico.
A diversidade etno-cultural da Amazônia transforma-a assim num celeiro do Turismo Étnico.
Passeios pelo passado, visitas ao presente.
A etnias querem continuar como sempre estiveram, em paz.
O medo da civilização, transforma o nativo em valoroso tesouro, capaz de alavancar a economia.

Rosa Gomes - Gestora de Turismo e Diretora da AAICO

segunda-feira, 7 de junho de 2010

VÍDEO DO OFERTÓRIO NA MISSA DOS QUILOMBOS

A Missa dos Quilombos é uma produção cultural e religiosa da autoria de D. Pedro Casaldáglia, o poeta Pedro Tierra e o músico Milton Nascimento.

VÍDEO DE SAUDAÇÃO A MARIAMA POR DOM HELDER CAMARA

terça-feira, 1 de junho de 2010

A MUSICALIDADE E ALEGRIA EM COLARES

ANGELA MIRANDA, cantora e moradora da Ilha de Colares, brinda os ouvintes com belas interpretações da rica música popular brasileira e regional. - Foto: Wagner Santana

O carimbó é dança popular típica e que contagia os ouvintes. - Foto: Wagner Santana

Músicos de Colares, "Gigante", "Quarentinha" e "Dorme na Mira" demonstram a força e a vitalidade do carimbó.- Foto: Wagner Santana

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O AUTOR DO "TESOURO DESCOBERTO NO MÁXIMO RIO AMAZONAS" E COLARES

Vista em frente à Igreja Matriz na sede do Município.

São da autoria do Pe. Jesuíta JOÃO DANIEL, nascido em Portugal, em julho de 1722, e que viveu na Amazônia de 1741 à 1757, as informações sobre Colares, descritas em “Tesouro Descoberto no Máximo Rio Amazonas”. Sua obra foi escrita entre 1757 e 1776, quando estava preso, por ordem do Marquês de Pombal, primeiro no Forte de Almeida em Portugal, de 1758-1762 e depois na Torre de São Julião, onde permaneceu recluso por 14 anos até o ano de seu óbito, em dezenove de janeiro de 1776. Impressiona pela abrangência e pelo poder de descrição constituindo um verdadeiro tratado, contendo tudo o que os cronistas e historiadores sabiam, então, sobre o Amazonas e como poderiam ser utilizadas suas potencialidades.
Sua obra possui seis capítulos: o primeiro anuncia “a notícia geográfica-histórica” da Amazônia com a descrição, descobrimentos, origens dos nomes, principais rios, qualidade das águas e do clima, povoações, fauna e flora. O segundo, expõe “a notícia geral dos índios, seus naturais, e de algumas nações em particular”: povoações indígenas, suas religiões, línguas, habilidades e aptidões, doenças, seus usos e costumes. No terceiro capítulo descreve a exuberância da fauna e flora bem como as riquezas minerais e florestais, inclusive as ervas medicinais existentes. No quarto e quinto capítulos descreve as formas de atividade econômica, incluindo pesca e pastoreio de gado e as relações sociais decorrentes da ocupação estrangeira e missionária. No sexto capítulo indica “os meios e métodos de poder melhor e com brevidade povoar e desfrutar o Amazonas”, enumerando, ainda diversos inventos hidráulicos e mecânicos, vários deles projetados pelo próprio Autor.
A obra é a primeira contribuição de vulto sobre a região, que é descrita sobre inúmeros pontos de vista, indicando ações para promover sua ocupação e desenvolver sua economia.

Vídeo sobre a Ilha de Colares

JUSTIÇA FEDERAL DIVULGA COLARES

O Centro de Cultura da Justiça Federal, por seu presidente Desembargador Paulo Barata - que esteve em visita à Colares-PA, recepcionado por membros da AAICO, divulgou importante matéria, escrita pelo Ilustre jurista, onde exal1ta-se a importância da Ilha. Este trabalho foi publicado em revista de circulação nacional, distribuída a todos os juízes federais no Brasil e encontra-se nas Bibliotecas da Justiça Federal no Brasil inteiro.

Faça o download da publicação aqui.

OUTROS GRUPOS INDÍGENAS EM COLARES

Rosa Gomes, diretora da AAICO ao lado do Cacique da etnia Caiapó, MIKI e sua esposa MAINI em visita à Colares, onde realizaram oficinas de artesanato e participaram de atividades culturais em defesa de seu povo.

A respeito do “descimento” de índigenas de outra região para a Ilha de Colares, realizado pelo Pe. Francisco Veloso, há na obra do Pe. JOÃO FELIPE BETTENDORF (1627-1698) o seguinte registro:

“Francisco Velloso percorreu o Amazonas até o rio Negro, regularisando os casos da servidão, a que estava sendo limitado o captiveiro; depois subiu o Tocantins, donde attrahiu grande leva de Tupinambás e a veio localizar na Ilha do Sol, que tomou o nome daquelle gentio.” (ob. cit., pág. XIX)

O Pe. JOSÉ DE MORAIS, que, reitere-se,conviveu com os nativos de Colares nos primórdios da ocupação estrangeira na Ilha, por volta de 1653, informa-nos a respeito do descimento de tribos indígenas - os tupinambás e goiapires – levados à Colares. a existência de uma fábrica de Anil na Ilha; a concessão de mão-de-obra indígena que foi utilizada na construção da Igreja na Vigia; a ocorrência; de uma epidemia de bexigas e relata importantes informações envolvendo os jesuítas, os nativos e os colonizadores:

“Do rio Jari desceram os nossos padres a que hoje se acha no Curuçá ², com não pequeno trabalho e gastos do colégio, obrigando-se os índios a servirem tão-somente aos padres, pagando-lhes o seu serviço, dando-lhes terra e o mais preciso para as suas lavouras, como fizeram e se tem até o presente conservado, com mútua satisfação de uns e outros, pelo bom trato e assistência que recebem, embora assistam com o seu trabalho com prontidão e alegria.
Neste tempo já os nossos padres tinham em Mamaiacu alguns poucos índios com que lavraran alguma roça para sustento dos religiosos, aos quais depois se ajuntaram alguns poucos tupinambás e goiapires, que tinham descido do rio Tocantins o Padre Francisco Veloso, e quiseram voluntariamente servir aos padres, precedendo primeiro licença do governador, que aprovou a resolução; tendo recebido primeiro para o serviço de el-rei passante de mil almas, como que gloriosamente se recolhia aquele insigne operário, fundando na baía do Sol a aldeia que depois se chamou dos tupinambás ³, e hoje se chama do Anil em razão da fábrica que ali se formou sem efeito; ou com o nome de Cabu, que é o mais trivial e conhecido dos moradores. Estes poucos casais, que tinham vindo com aquele grande descimento, e ido, pelo assim o pedirem os índios ao Padre Veloso, para a nossa fazenda de Mamaiacu, foram depois malsinados pelos invejosos para que se nos tirassem, olhando mais para os poucos com que ficamos que para a grande multidão que tinham às suas ordens, devido à atividade e zelo daquele bom padre, sendo uma das maiores aldeias que tinha Sua Majestade, ao princípio do sítio que foi de José Bento, que depois passou a título de venda aos religiosos das Mercês, chamando-se a aldeia do Espírito Santo, onde havia duas igrejas, como me afirmaram homens antigos, e por causa de uma grande mortandade epidêmica do contagioso mal de bexigas se passou para a costa no lugar que dissemos de Cabu, onde fui algum tempo missionário. Porém o Sereníssimo Sr. D. Pedro, de saudosa memória, mandou no ano de 1685, que os padres os conservassem sem controvérsia, e os governadores não bulissem com eles.
Depois de muitos anos, no de 1729, quis o Governador e Capitão-General Alexandre de Sousa tirá-los, como tirou, pondo-os no Guamá; porém, ou o escrúpulo do receio de contravir às ordens reais os fez logo restituir ao mesmo lugar de Mamaiacu, junto da vila da Vigia, onde ao presente se acham socorrendo com seu serviço ao colégio que, posto que pago, sempre o julgo digno do nosso agradecimento a tão bons e cuidadosos índios.
Dou esta notícia, pelas que tenho diante dos olhos destes princípios, para que os vindouros saibam o título que nos servíamos de tão preciosos obreiros, mas porque ao tempo que fui missionário de Cabu o fui também da aldeia de Tabapará, que por falta de terras em que lavrassem os índios, no lugar antigo, a mudei para quase sobre a costa uma légua por terra distante do antigo sítio, onde fiz igreja e casas novas, com consentimento do Governador e Capitão-Generela João de Abreu Castelo Branco, que a deu a requerimento dos mesmos índios, estando no sítio de Matias Caetano, onde se achava convalescendo, não muito distante de Tabapará (que sem preceder esta licença a não quis mudar); o de que me argüiram os moradores da Vigia, que eu mudara a dita aldeia sem licença do governador, contra as ordens de Sua Majestade, como é verdadeiro que a dita aldéia é do serviço privativo dos pobres, e mais que todos necessitados dos moradores da Vigia, que mudara a dita aldeia sem licença do governador, contra as ordens de Sua Majestade, como é verdadeiro que a dita aldeira é do serviço privativo dos pobres, e mais que todos necessitados moradores da mesma vila, pela descerem à custa da sua fazenda do interior do sertão, para se servirem deles por repartição nas suas necessidades, como fizeram sempre, até que o Governador e Capitão-General Mendonça absoluta e potencialmente os mandiu ajuntar com os índios de Cabu, aldeia do serviço real; destinada para a arrecadação dos dízimos; o que não poderá deixar de redundar em grave prejuízo dos miseráveirs moradores.
E se disserem que quando fui missionário lhes não dava os índios que me pediam, não era por falta de vontade, mas pela penúria dos ditos índios, e ter já dado os poucos que havia para as obras da igreja da milagrosa imagem da Virgem Senhora de Nazaré, por concordata que com seus fregueses fez o reverendo e zeloso vigário, de cederem deles os moradores enquanto durasse a obra, devoção destes fervorosos vigilenses, cujo direito ao serviço dos índios de Tabapará quis perpetuar nesta história, que em todo o tempo poderá recorrer à real piedade de seu rei em orden à antiga utilidade da sua repartição.
Perdoem-me os leitores, por breve, a digressão a que não pude faltar neste lugar, levado da propensão de aclara a verdade àqueles tão necessitados como pobre moradores.” (ob. cit. págs. 226-227)

² Outrora Vila Nova del-Rei
³ Colares.

AS MISSÕES JESUÍTAS EM COLARES

Altar da Igreja localizada em Juçarateua, na Ilha de Colares-PA.

As informações sobre os primeiros tempos da colonização de Colares, constam em “História da Companhia de Jesus no Brasil” de autoria do Pe. SERAFIM LEITE que transcreve informes de outros religiosos como MATEUS DELGADO e MANOEL DE SOUZA que realizaram trabalho missionário junto aos índios das aldeias situadas nos arredores do Pará, no ano de 1653. Trancreve ainda, informações do Pe. JOSÉ DE MORAIS com vasta informação historiográfica sobre aquele período.

A chegada dos missionários jesuítas ao Pará se deu em 05 de outubro de 1653. Tendo o Pe. Antonio Vieira permanecido na casa dos jesuítas com o Pe. Souto-Maior, determinou ao Irmão Simão Luís que tomasse conta das oficinas da casa e nomeou os demais missionários: para as aldeias de baixo nomeou os Padres Francisco Veloso e Manuel de Sousa; para as aldeias de cima ou do Cametá, os Padres Antônio Ribeiro e Gaspar Fragoso; por fim nomeou o Pe. Mateus Delgado missionário da aldeia de Mortiguara (*) e vizinhas àquela. Mamaiacu, passou a ser denominada, Lugar de Nossa Senhora de Porto Salvo, a partir de 1757.
* Mortiguara: Vila do Conde.

A PRIMEIRA VILA PORTUGUESA NO PARÁ - VIGIA DE NAZARÉ

Capela do Senhor dos Passos - Igreja de Pedras - Datada do século XVIII, o templo construido pelos Jesuítas é conhecido, atualmente, como Igreja do Bom Jesus, por guardar à época imagem, deixada pelos frades Carmelitas, que também se instalaram na Vigia, em 1734.


O desenvolvimento e consolidação do hoje denominado município de Vigia de Nazaré foi determinante para os rumos da Ilha de Colares. Daí a importância de retratar suas origens.
Os índios Tupinambás habitavam uma aldeia chamada Uruitá (cesto de pedra), onde hoje localiza-se a sede do município da Vigia, referindo-se a denominação indígena, provavelmente às formações rochosas que circundavam a orla da localidade.
Dom Jorge Gomes dos Álamos, fidalgo português foi o primeiro colonizador daquela povoação. Porém, a fundação da vila de São Jorge dos Álamos deve-se ao bandeirante português Estácio Rodrigues, bisavô de Felipe Patroni, segundo o historiador Ernesto Cruz.
Sobre o município da Vigia, o historiador, pesquisador e membro da Academia Paraense de Letras, Professor JOSÉ ILDONE, oferece informações valiosas, que são registradas em sua obra “Noções de História da Vigia” (Belém-PA, Cejup, 1ª . ed., 1991). Em sua obra, consta que:

“O trabalho de Jorge dos Álamos, porém, tinha transformado a simples aldeia num espaço preenchido pelas casas, pequeno templo, arruamento, plantações e estaleiro para construção e recuperação de embarcações”. (ob. cit. pág. 12)
O rei Dom João IV doou as terras à Dom Jorge, porém as mesmas retornaram ao domínio da Corôa após seu embarque para Portugal em 1653.

A PRIMEIRA VILA PORTUGUESA NO PARÁ - VIGIA DE NAZARÉ

O desenvolvimento e consolidação do hoje denominado município de Vigia de Nazaré foi determinante para os rumos da Ilha de Colares. Daí a importância de retratar suas origens.
Os índios Tupinambás habitavam uma aldeia chamada Uruitá (cesto de pedra), onde hoje localiza-se a sede do município da Vigia, referindo-se a denominação indígena, provavelmente às formações rochosas que circundavam a orla da localidade.
Dom Jorge Gomes dos Álamos, fidalgo português foi o primeiro colonizador daquela povoação. Porém, a fundação da vila de São Jorge dos Álamos deve-se ao bandeirante português Estácio Rodrigues, bisavô de Felipe Patroni, segundo o historiador Ernesto Cruz.
Sobre o município da Vigia, o historiador, pesquisador e membro da Academia Paraense de Letras, Professor JOSÉ ILDONE, oferece informações valiosas, que são registradas em sua obra “Noções de História da Vigia” (Belém-PA, Cejup, 1ª . ed., 1991). Em sua obra, consta que:

“O trabalho de Jorge dos Álamos, porém, tinha transformado a simples aldeia num espaço preenchido pelas casas, pequeno templo, arruamento, plantações e estaleiro para construção e recuperação de embarcações”. (ob. cit. pág. 12)
O rei Dom João IV doou as terras à Dom Jorge, porém as mesmas retornaram ao domínio da Corôa após seu embarque para Portugal em 1653.
O Pe. JOSÉ DE MORAIS assim registrou:

“Buscando a cidade do Pará, se segue a vila da Vigia.
Dera o Sereníssimo Senhor D. João IV faculdade a Jorge Gomes Alemo, homem de negócios e de grandes cabedais, para fundar uma vila na Capitania do Pará.
Depois de lhe dar princípio com o nome de Vigia, quebrou no negócio, e não podendo contribuir com os muitos gastos, para acabar o começado, a deixou tão pouco avultada, que reduzindo-a a melhor forma o Governador e Capitão-General Gomes Freire de Andrade, fez com que ficasse pertencendo ao real domínio.
Tem bons ares, e é muito farta de peixe e mariscos, ainda que a sua situação por estar em terra rasa, é notavelmente alagada.
Tem senado, capitão e sargento-mor da ordenança.
Conservam nela os reverendos religiosos do Carmo um hospício, e outro os reverendos religiosos das Mercês.
Tem de mais os padres da Companhia uma grandiosa igreja, com princípio para fundar um colégio por concessão real do Fidelíssimo Senhor D. João V, de eterna memória.
A sua matriz arruinada se erigiu dos fundamentos por ordem do excelentíssimo e zelosíssimo prelado o Senhor D. Frei Miguel de Bulhões, que com particular atividade tem promovido a sua fatura, e se acha ao presente muito adiantada esta obra, formando um bonito e asseado templo de pedra e cal, dedicado a Maria Santíssima debaixo do suavíssimo título de Nossa Senhora de Nazaré. É imagem de suma veneração para aqueles, e todos os mais moradores da cidade do Pará, com um tal respeito e devoção, que são contínuas as romarias, obrigados da singular virtude de seus admiráveis prodígios.” (ob. cit. pág. 140)

Em 21 de março de 1719, foi sagrada a Igreja Madre de Deus, ao mesmo tempo em que, na Capital, era sagrada a Igreja de Santo Alexandre.
A Vigia, teve os foros de vila, em 1693, sendo o patrimônio territorial concedido por Carta de data de Sesmaria de 25 de agosto de 1734.
Com o ato Régio de 11 de maio de 1731, o jesuíta José Lopes, provincial da Ordem foi autorizado a construir uma casa, chamada “Casa Mãe de Deus”, que ensinava a lêr e também ofícios diversos, construida em 1732 foi erigida juntamente com um templo. Este patrimônio, com seus quadros e pinturas de cunho religiosos foram preservados.
A tradição religiosa de culto a Nossa Senhora de Nazaré no Estado do Pará iniciou em Vigia de Nazaré.

RAYMUNDO HERALDO MAUÉS, professor e antropólogo, registra em “Padres, Pajés, Santos e festas - Catolicismo Popular e Controle Eclesiástico - Um estudo antropológico numa área do interior da Amazônia”:

“Possíveis analogias e identificações podem ser postas de lado, mas o certo é que as referências às origens de Vigia, são de modo geral, bastante imprecisas, confundindo-se o “mito” e a “verdade” histórica, o que aliás acontece com vários outros episódios, de modo especial no que se refere à história religiosa do município e da região do Salgado. O próprio posto de vigilância que teria dado origem ao nome da cidade, segundo Raiol, não pôde ser confirmado por nenhuma outra fonte. Todavia Baena (1969, 119)*, cronista do período colonial, escrevendo na primeira metade do século XIX, refere-se a um posto de arrecadação da alfândega, servindo como “soldados de guardas”, na “aldeia dos tupinambás da ilha do Sol” (Colares), para vigiar o extravio de mercadorias dos navios que se dirigissem ao porto de Belém, estabelecido em 1688". (ob. cit. pág. 115, Editora Cejup)

O renomado autor ANTONIO LADISLAU MONTEIRO BAENA (1782-1850) em seu consagrado «Compêndio das Eras da Província do Pará» informa sobre fato ocorrido durante o governo de Gomes Freire de Andrade (1685/1687):

“Estabelece o Governador na Aldea dos Topinambazes da ilha do Sol afastada da Cidade nove legoas um Registro a bem da arrecadaçaõ dos rendimentos da Alfandega servindo os Soldados de Guardas que a bordo dos navios em quantro elles naõ fundeaõ no porto da Cidade vigiem sobre os extravios das mercadorias, que se possaõ intentar em contravençaõ das Leis.” (ob.cit. pág.119. Coleção Amazônica, UFPA, 1969).

OS CLUBES

Conferência Municipal de Cultura realizada no interior da sede do Luzir Esporte Clube, localizada na sede da Ilha de Colares-PA

Há no município o Clube S. Pedro e o Luzir Esporte Clube com tradição de várias décadas, e através dos quais são realizadas as competições esportivas, sendo suas sedes palco das maiores festas e eventos, principalmente dançantes, no Município. Na localidade de Juçarateua há, desde 1908 o Santa Cruz. E. Clube.

PRÉDIOS HISTÓRICOS

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário na sede do município.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, na sede do município, foi construída na época da Cabanagem, tendo sofrido alterações em sua estrutura com o passar dos anos, após uma rachadura, perdendo sua conservação histórica. Nos anos de 1987 e 1988 com as reformas efetuadas descaracterizou-se o prédio original. Retirou-se algumas peças trabalhadas que decoravam o altar, demoliu-se o coreto em frente à igreja e construiu-se uma segunda torre à direita da entrada principal.
Em frente à Igreja Matriz foram instalados alguns canhões apontando para o mar. A motivação para sua colocação são controvertidas havendo informação que os mesmos foram instalados pelos portugueses afim de assegurar seu domínio contra os holandeses e ingleses protestantes cuja navegação pelos rios da Amazônia era proibida pelos portugueses. A abertura do Rio Amazonas à navegação mundial somente aconteceria em 07 de dezembro de 1866. Os portugueses instalaram entre Belém e Vigia, 20 canhões, com as respectivas guarnições, sendo que quatro deles em Colares. Há ainda outra versão que atribui a colocação dos canhões ao combate à Cabanagem, segundo informação de moradores antigos, sem no entanto, estar documentada. No presente, resta somente uma daquelas peças de artilharia, tendo sido extraviadas as demais.

O Coreto da Praça Matriz, abrigava, no passado, a banda de música que homenageava a Padroeira da Cidade no dia de festa. Foi demolido na reforma da Praça Matriz, sendo comum o lamento dos moradores por tal fato.
O prédio da Biblioteca Pública Municipal, localizada na Av. Beira Mar ao lado da Barraca da Santa, bem como o Prédio da Banda de Música do Município são marcos do período inicial na formação dos atuais contornos sócio-culturais do município.
A Igreja de São Sebastião em Juçarateua é valioso monumento histórico que retrata período inicial da formação do município.
O prédio da ex-sede da Colônia de Pescadores, que localizava-se ao lado da Igreja Matriz, era um dos prédios mais antigos do Município. Construída em taipa, infelizmente não resistiu ao passar dos tempos e a ausência de preservação.

O prédio localizado na Rua Santana Marques, esquina com a Travessa 15 de Novembro, pertencente ao Sr. Antonio Freitas Mendonça, construído em 1925, apresenta traços do estilo colonial com suas três portas frontais e duas laterais, além de cinco janelas retangulares. Funcionou como escola, residência e estabelecimento comercial. Pertenceu primeiramente ao Sr. Francisco dos Santos Ferreira, já falecido. Atualmente abriga a sede da Escola de Música.

RELAÇÕES INSTITUCIONAIS DA AAICO

Diretores da AAICO, participam de evento promovido pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará- Adepará com o objetivo de erradicar a febre aftosa nos rebanhos paraenses.